quarta-feira, 21 de outubro de 2009

A Formula 1 do sucesso



Para esse artigo, pegando o embalo da semana, abordaremos um dos maiores eventos esportivos do mundo, a Formula 1. Pode ser considerada como um dos braços mais bem sucedidos do esporte a motor. Hoje consigo entender o significado do “Circo” da Formula 1 e posso dizer que esse picadeiro é muito mais luxuoso que um “Circo de Soleil”. Cada vez que vou a Interlagos acompanhar a prova do Brasil, tenho uma nova visão na maneira business de pensar desse evento.

Para esse ano, o que me veio à cabeça foi a impressão de que o evento todo pareceu um enorme filme Hollywoodiano onde cada fase da história deveria ser seguida a risca, inclusive pelo tempo climático. Emoções sempre indexadas a alguma marca ou patrocinador da categoria. Para onde olhasse, veria algum brand pertencente a categoria. Isso resulta em nada menos que o maior evento em arrecadação financeira em São Paulo. O glamour desse esporte é algo difícil de se descrever.

Economicamente falando, o evento traz certa elasticidade aos produtos de tal maneira que mais parece um mundo paralelo inflacionado durante o final de semana e que, você pode até reclamar no primeiro momento, mas após 5 minutos está dentro da bolha de consumo que vai desde o refrigerante vendido na porta de maneira não oficial, por R$4,00, a um simples boné de equipe – tida como coadjuvante no inicio do campeonato (bagatela de R$ 150,00).

Fora o impacto financeiro absorvido pelo público, podemos observar que a Formula 1 não se trata apenas do espetáculo da rivalidade de bólidos, mas também da disputa/concorrência atrelada a fermentação alucinada da imagem dos produtos expostos na categoria. O resultado parcial disso pode ser percebido no artigo que li em Tazio (www.tazio.com.br) onde relata que “De acordo com uma empresa especializada em análise de mídia, a Magaux Matrix, a exposição da marca Brawn (uma das equipes da categoria) neste ano rendeu cerca de US$ 255 milhões (cerca de R$ 437 mi). Ou seja, a formula 1 hoje pode ser considerada como a mais luxuosa vitrine existente para uma marca. E posso garantir que todo indivíduo, por menor que seja seu conhecimento e interesse pelo esporte, sempre busca uma aproximação ao evento. Realmente é um evento absurdamente pomposo e diferenciado...algo que atrai qualquer tipo de investidor, pois possui uma energia surreal misturada ao glamour e status da elite social. Algo difícil de ser explicado por palavras....mas muito bem identificado nos bolsos dos organizadores.

Infelizmente, o lado negativo atrelado ao marketing é o fato de certa emissora de televisão estar sempre na busca da fidelização de torcedores “amadores” que são iludidos pelas pobres fontes das informações que possuem – informações muitas vezes divulgadas pela própria emissora. Essa emissora “vende a esperança aos torcedores, porque acha que as pessoas só vão se interessar por seu evento se houver a chance de um brasileiro vencer, mesmo se for uma mentira deslavada, como na maioria das vezes” em (blog do Flávio Gomes - http://bit.ly/WHtFM).

Mas a lição que fica aqui é que, um evento bem organizado e estrategicamente “estilizado”, pode render muitos frutos ($$$$$), sendo no esporte ou qualquer outro ramo de entretenimento. E se pensam que apenas no Brasil existe certa inflação da categoria, aguardem mais treze dias para o GP de Abu Dabi, nos Emirados Árabes....esse GP servirá de selo de qualidade ao status de luxo desse modelo de negócio.

Um comentário:

  1. Olá, provavelmente vocês sabem disso, mas não custa avisar: Mittwock não existe em alemão,. o que existe é MITTWOCH (Mitte der Woche, ou seja meio da semana). Corrigir não ofende, ofende?
    Blog muito legal.
    Abraços, Sandra (Tradutora de English e Deutsch), hehehe...

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